Temporada
Temporada da baleia-franca
De julho a novembro, e nos últimos anos já a partir de maio e junho, as baleias-francas chegam perto da costa para ter e amamentar os filhotes. A enseada da Gamboa é um dos berçários: num estudo de 2009, houve baleias em 27 de 33 dias de observação.
- Quando
- De julho a novembro
- Onde
- Mirantes e costões, como o Mirante da Baleia, na Praia da Gamboa
Período aproximado: depende da natureza, sem dia certo.
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Ampliar foto: Mãe e filhote de baleia-franca nadando lado a lado em água verde, vistos do alto
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Ampliar foto: Mãe e filhote de baleia-franca nadando juntos em Garopaba, vistos de cima
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Ampliar foto: Mapa ilustrativo da costa de Florianópolis a Balneário Rincão, com a faixa de maior concentração de baleias-francas entre a Pinheira e a Ribanceira, os mirantes e o Residencial na Gamboa
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Ampliar foto: Baleia-franca na superfície do mar em Garopaba, vista de cima
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Ampliar foto: Baleia-franca saltando perto da arrebentação, vista da praia
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Ampliar foto: Baleia-franca na superfície do mar, em Garopaba
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Ampliar foto: Uma baleia-franca na superfície do mar verde, vista de cima
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Ampliar foto: Uma baleia-franca saltando perto da costa, observada do costão
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Ampliar foto: Mãe e filhote de baleia-franca nadando juntos, vistos do alto
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Ampliar foto: Baleia-franca com a cabeça para fora da água
Fotos: PREFEITURA DE GAROPABA (abre em nova aba); Garopaba Por Aí (@garopabaporai_tv) (abre em nova aba); Mapa ilustrativo do site; costa: colaboradores do OpenStreetMap (abre em nova aba); Geraldo D'Alascio, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons (abre em nova aba); Antônio João, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons (abre em nova aba).
O que é
A baleia-franca-austral escolhe o litoral sul do Brasil como berçário e está na lista de espécies ameaçadas de extinção do país. Ela passa o verão nas águas frias perto da Antártica, onde se alimenta (os pesquisadores têm indícios de que as baleias que vêm ao Brasil comem ao redor das Ilhas Geórgia do Sul), e no inverno sobe até o litoral sul do Brasil, onde o mar é mais calmo, raso e menos frio, para acasalar, ter os filhotes e amamentar. As fêmeas costumam voltar a cada três anos.
O litoral entre Florianópolis e o norte do Rio Grande do Sul é o principal berçário da espécie no país. No sobrevoo de 10 de setembro de 2025, entre Torres e Florianópolis, os pesquisadores contaram 185 baleias: 90 mães com filhotes e 5 adultos. O relatório destacou 38 baleias entre a Ribanceira e Ibiraquera, em Imbituba, 32 no Siriú, vizinho da Gamboa, e 30 na enseada da Pinheira. Baleias conhecidas pelos pesquisadores, como Zimba, Sloughy e Sunset, voltam há mais de duas décadas. A Sloughy, nascida em Santa Catarina em 2002, é a única do catálogo do ProFRANCA já fotografada nas Ilhas Geórgia do Sul, e já foi vista na Gamboa. No mapa ilustrativo desta página, a faixa azul mostra o trecho entre a Pinheira e a Ribanceira, onde ficaram esses grupos.
A temporada vai de julho a novembro, com mais avistagens em agosto e setembro. Em 2024, 2025 e 2026 as primeiras chegaram mais cedo: em 2026, o primeiro filhote foi visto em 16 de junho, em Itapirubá, Imbituba.
A enseada da Gamboa foi definida em 2006 como uma das Áreas de Refúgio da APA. Num estudo do Instituto Baleia Franca de 2009, com observação do alto do canto sul da praia entre agosto e outubro, os pesquisadores viram baleias em 27 de 33 dias, quase sempre mães com filhotes, com mais registros em setembro.
Garopaba fica dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Baleia Franca, criada em 2000 e cuidada pelo ICMBio, que vai do sul da Ilha de Santa Catarina até Balneário Rincão. Quem estuda as baleias na região é o Instituto Australis, com o Projeto Franca Austral (ProFRANCA): faz o monitoramento diário entre agosto e novembro, sobrevoos de contagem e, desde 2024, acompanha por satélite baleias marcadas em Imbituba, para descobrir a rota até as áreas de alimentação.
O que se faz
A observação é feita de terra: desde 2013 o turismo embarcado de observação de baleias é proibido na região, para proteger as mães e os filhotes. Bons lugares perto do Residencial são o Mirante da Baleia, na Gamboa, construído pela comunidade, os costões e o Mirante do Siriú, a Praia do Silveira e os costões da Praia do Rosa, onde às vezes elas chegam a menos de 100 metros. Com sorte, dá para ver da beira do mar.
Para acompanhar o trabalho dos pesquisadores e conhecer melhor a espécie, baixe o aplicativo ProFRANCA, do Instituto Australis, gratuito para Android e iOS, que também tem um mapa. Para ver de perto o esqueleto de uma baleia-franca de 14 metros e observar o mar com luneta, visite o Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca, em Itapirubá (Imbituba), com entrada gratuita. Para observar com guia, veja no Guia útil os passeios do Projeto Cetáceos e da Terra Mãe Ecoturismo.
Pontos de interesse
- Mirante da Baleia: na Gamboa, construído pela comunidade.
- Mirante do Siriú: o costão do canto norte do Siriú, com vista do mar aberto.
- Praia do Silveira: um dos melhores lugares para ver as baleias.
- Mirante da Vigia: no alto do morro, com a enseada e o mar.
- Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca: em Itapirubá (Imbituba), com o esqueleto de uma baleia de 14 metros.
Dicas
Leve binóculo e paciência, e prefira manhãs de mar calmo e pouco vento, quando fica mais fácil ver o movimento na água. Procure o borrifo em forma de V: a baleia-franca solta dois jatos ao respirar. As mães costumam ficar perto da arrebentação, com o filhote ao lado.
Observe de longe e em silêncio. Não entre no mar para se aproximar, nem com prancha, caiaque ou stand up: a lei federal 7.643, de 1987, proíbe molestar baleias, e as mães com filhotes são muito sensíveis. Ver baleias depende da natureza e nunca é garantido.
Datas e programação podem mudar: confirme com a organização antes de ir.